CASTELO DE ALJEZUR

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Aljezur, vila assente nas vertentes dum escarpado morro que se ergue à margem da ribeira de Odesseixe e de algum modo se integra nos derradeiros contrafortes ocidentais da serra de Monchique, é povoação muito antiga que outrora custodiava as águas daquele modesto rio no ponto onde terminava o troço ainda então navegável.

         A sua fundação é atribuída aos Árabes e ao século X, mas é bem provável que já anteriormente existisse, embora em modéstia de vida, sem deixar rasto na história. Quando, nos primeiros anos do reinado de D. Afonso III, se ultimou a conquista do Algarve, e Aljezur se tornou portuguesa, era já povoação acastelada, datando do domínio árabe a primitiva construção do castelo, que posteriormente foi objecto de melhoramentos, e cujas ruínas perduram a cavaleiro da vila, constituídas pelos restos duma torre principal, de feição cilíndrica, e pelos da muralha quadrangular que nela se encastoa.

         Aljezur é vila desde 1280, data do foral que lhe outorgou D, Dinis; e a este monarca é licito atribuir obras de restauro, porventura mesmo de renovação, do castelo; séculos depois, acompanhando a má sorte dos principais monumentos da própria vila, o megassismo de 1755 causou-lhe os estragos que desde então o afectam.

         Mas, mesmo assim, na sua ruína e no seu isolamento, ele, lá no alto, é bem uma evocação do passado,

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